sábado, 26 de novembro de 2011

chega?

Quantas vezes chegamos na vida àquele ponto, em que consideramos que chegamos ao ponto em que nos podem fazer a pergunta: If two people love each other, but they just can't seem to get it together, when do you get to that point of enough is enough?


pensamos normalmente é nessa fase que se dá o ponto de viragem, quando dizemos "não isto é demais para mim", isto não é bom, deixa-me desconfortável, põe tanta coisa em causa, sinto-me a corromper o que acredito, o que defendo...

mas e quando, ficas? quando não consegues partir?

porquê? porque é que acontece?


acho que descobri...quando sentes que não queres, não consegues desistir, quando há algo mais forte do que tudo isso...quando acreditas que muitas coisas que não suportavas eram pouco importantes, quando vês as coisas sobre outro olhar e pensas que pequenez!!! porque lutei ou achei que isto eram pontos verdadeiramente chave, verdadeiramente importantes para entrar numa guerra, para não ceder...sim existem uns quantos, que tenciono morrer se necessário por eles, mas existem tantos outros que conclui serem tão pouco relevantes e ainda assim despoletaram tantas discussões tantos percursos deveras desnecessários...


mas mais que isso tudo, o que importa, é o que me fez ver isso, algo maior que nunca tinha experimentado, que nunca tinha pensado vir a sentir, algo que não consigo explicar, algo que não tem de facto um motor racional, mas que gere realmente as emoções e nos faz rever e questionar tudo... e por isso a minha resposta à pergunta será NEVER!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Coma!!!

Saí de coma...

sinto que estive em coma e acordei...foram dias bons de sonhos bons, e dias maus de igual intensidade, mas pareceu-me uma roda viva de sensações e viagens alucinantes em que vivia num mundo paralelo...agora parece que voltei ao mundo real...com o que isso tem de bom e tem de mau!!!

sinto que a ilusão terminou, sinto que regressei ao meu estado mais natural, com a vantagem de que aprendi muito nesta viagem...

o que sinto? depois deste turbilhão?? sinto que foi bom e mau, mas que vivi algo em que não me enquadro, tentei mudar muita coisa, e fui contra a minha verdadeira natureza....não vale a pena contrariarmos o que somos, jamais!! será sempre um tiro no pé!!!

essa viagem entorpecida mudou-me, definitivamente mudou-me tornou-me indiferente a tanta coisa...se me perguntam se é bom??mau??, tem sempre as duas faces, enquanto antes tinha pudores e preconceitos a perder de vista, tudo me incomodava e assustava, agora pouco ou nada me incomoda nem considero nada realmente chocante, perspectivas de facto opostas, pelo que me causam alguma angústia, porque não o meio termo??

Consigo e quero posicionar-me em termos de comportamento no correcto, no que acredito ser a minha zona de conforto, não consigo posicionar-me nas extremidades, porém não me chocam nem que me causam qualquer constrangimento, para os outros esta postura é assustadora, para mim, é apenas...indiferente!!

Terei perdido neste coma, o interesse?? por quase tudo?? sinto-me um pouco desinteressada, sem algo que me faça vibrar de paixão...(à excepção claro do meu homem...que me dá o alento que nada mais me transmite).
entorpecida nesta busca por algo que me motive que me faça correr por...sinto essa lacuna desde que perdi o trabalho que me dava essa motivação, onde gastava as minhas energias mais profundas, indo mais longe na iniciativa, pro-actividade, criatividade, e essa vertente que adoro deixou de existir e não sei onde posso voltar a descarregar esta energia esta necessidade de fazer mais....sem esse foco, sinto que às vezes aplico a energia onde não devo...onde não é necessária e que por vezes tem consequências de intensidades excessivas...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

vida nova

É tempo de dizer que quando queremos muito, muito, quando não nos contentamos com migalhas, quando achamos que merecemos mais, e quando arriscamos, quando tentamos, dia após dia, fracasso após fracasso, quando perdemos a fé e quando aquilo que mais tememos nos aflora, e tememos mais uma dor, é caso para dizer que o esforço compensa e que vale sempre a pena almejar mais, vale sempre a pena sonhar porque um dia vamos encontrar o que procuramos, e quando esse dia chegar sabemos que encontramos e que é ali que queremos estar e ficar sempre sem questionar...sem percebermos bem o que mudou onde está o cerne da questão, mas simplesmente sentimos!!! e sabe bem, não questionar, não procurar o que está errado, sentir apenas!!


Estou feliz, em encontrar e ser encontrada!! mais vale tarde do que nunca!!


Mas ainda assim, a vida é tramada, dá-nos algo e tira-nos algo em troca, sempre vi isso acontecer, na minha vida, na vida de outros, e sempre temi que fosse algo muito mais grave do que me aconteceu, mas apesar de não ser grave como seria se fosse a saúde, perdi a segurança, conforto que sentia no trabalho mas ganhei na vida pessoal tanto, que claramente esta minha nova vida ficou a ganhar!!! mas continuo a ter que comer, continuo ambiciosa, e continuo a desejar o brilho e o conforto da vida profissional, será mais uma batalha que terei que travar, mas se não for o óptimo, hoje em dia já me satisfaço com o bom nesse campo, porque nunca mais abdico do óptimo que tenho na minha vida nova que gosto tanto!!



Tanto é, que a ausência aqui se tem sentido, mas não me esqueci destes momentos, dos prazeres da escrita e de partilha, adoro, e ontem apeteceu-me, ficou a vontade que adiei por falta de tempo mas que hoje veio à tona e cá estou...espectaculaaaaaareee!!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

estou aqui....

oh se estou aqui !!! de fugida apenas, a querer estar e ficar a divagar mas com o tempo contado, tenho pouco tempo para tudo e para tanto que queria fazer...não dá não estica!!!
mas queria vir aqui divertir-me um pouco, o trabalho não tem sido fácil e tenho hoje em dia um discurso um pouco menos relaxado, mais preocupado, enfim a vida real!!! queria tanto andar mais descontraída, menos preocupada mais eufórica e poder conviver mais tempo com os amigos, a dizer parvoíces e a divertir-me à brava...ando sob streeeessssss!!
enfim, melhores dias virão e os poucos que conseguir vou gozaaaaaaaaaaarrrrrrrr muito!!!!

domingo, 1 de maio de 2011

despedi-me...



...despedi-me do passado bom e do menos bom, despi-me de preconceitos e de pudores e vivi o que havia para viver, tinha um percurso a percorrer e percorri-o sabia dos riscos, sabia das desventuras, sabia o que ia perder e o que ia ganhar, mas sentia também que o tinha que fazer, era uma luta sem vencedores, para mim uma batalha perdida, mas que tinha que ser travada e sem tréguas, iniciei a incursão mesmo não querendo, no fundo não a queria, sentia-a latente mas evitei-a tanto, um dia...pensava, um dia talvez, se desvaneça se a ignorar, mas ela interpôs-se no meu caminho sem me deixar prosseguir sem a confrontar, e eis que me propus a defrontá-la, a expô-la, e com muito medo mesmo iniciei o processo de descontrução, de ideias pré-concebidas, de imagens, de tabus, de receios...procurei nos confins, fui ao fundo de túnel encontrar tudo o que me assustava, tudo o que me provocava arrepios, e não queria ver, ouvir, pronunciar, e foi assim, que vi, claramente que tudo tem motivo, tudo tem explicação, que tudo tem um sentido, e que quanto mais fugimos, quanto mais tentamos evitar, temos sempre um dia que confrontar, e nunca vai ser bonito, provoca ansiedade, provoca pavor, e descontruimo-nos e construimo-nos de forma tão avassaladora, e tão radical que nos assusta ainda mais, porque pomos em causa tudo o que somos, ou o que pensamos que somos, e vamos aos pontos chave e exploramos cada um deles até à exaustão...sentimos o mundo desabar a ganhar outra forma, a perder a forma que lhe conheciamos, e sem sabermos o que fomos deixamos de ser, porque este percurso muda-nos, este percurso torna-nos diferentes, torna-nos alguém que porventura viveu uma epifania sem estar a morrer fisicamente...a morte ocorreu mas foi a outra, a morte da cegueira, a morte dos sentidos que não sentiam que não existiam verdadeiramente em actividade...assim foi, porém apesar de ter era clarividência, perdemos a ingenuidade, perdemos a inocência das percepções, perdemos o que existia de mais recatado, perdemos a noção do mistério, tudo foi revelado, e os pudores que desapareceram e preconceitos deram lugar à indiferença, e permearam um mundo de mais sensações do que emoções.


Existia aqui um ponto sem retorno, e felizmente não o passei, felizmente consegui encontrar o que procurava e parar...se fez feridos? sim fez, feridas sem cicatriz que existem e nunca sararão, porque nunca conseguimos mudar o passado, o que foi feito, feito está...por mais que o queiramos apagar, esquecer...não é possivel, a solução é conviver com ele, como convivemos com a morte de um ente querido, está sempre presente e por vezes é completamente alucinante a dor que nos provoca, porém com o tempo a sua presença sente-se mas consegue ser menos dolorosa, mas nunca, nunca desaparece...é um fantasma que impera nas nossas vidas em que por segundos nos pode levar para outro patamar de dor indescritível...a memória tem tanto de bom como de mau, se nos recorda, por imagens, sentidos, momentos inesquecíveis, também nos premeia com as recordações dos dissabores mais dolorosos que nos assaltaram ao longo da vida...


Hoje, vejo todo este percurso com o fim, que aspirava, porém a angustia recai no facto de o ter passado, porque gostaria de ter apenas o resultado sem o percurso...gostava de o ter feito como as pessoas ditas normais, mas não foi assim, como tudo na minha vida teve que ser à bruta sem aviso prévio, preparação, ou informação adicional...


Hoje estou onde quero, e luto para que o percurso não destrua o que sinto, o que consegui com tanto esforço, é injusto que para estar onde estou tenha que ter feito um percurso destrutivo, mas foi a minha maneira de conseguir chegar ao meu destino...o que mais temo é que essa destruição tenha sido massiva...e que me faça vitima de mim própria...


Julguei ser impossivel, encontrar a luz, acreditei muito no inicio que me traria algo, que deixaria de ofuscar com a claridade mas ao longo dos tempos com o infortúnio das descobertas, com a indiferença a aflorar que seria dificil chegar a algum lugar viável, pois todos os caminhos davam a um beco sem saida e voltava para o labirinto incerto, querendo sempre acreditar que existia uma saida com sentido unico e apenas meu...e encontrei-o é meu, e só eu o sei de cor...e quero estar lá sempre e não quero desvios nem percursos alternativos, quero este para sempre porque sinto-me bem, sinto que cheguei finalmente a casa...onde quero estar!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

a crise é a crise...

Falamos que é tempo de crise, que cada vez está pior, cada vez estamos mais pobres, mas poucas alterações de facto fazemos na nossa rotina que nos assome como efectiva...

...que a sinto mais do que nunca, sinto mesmo, porque apesar de na rotina não a vislumbrar tão nítida, sei que ainda a vou sentir mais, quando chegar o dia em que vou ver que já não tenho mais aquele conforto do porquinho mealheiro, onde guardava o pouco que sobrava para mais tarde poder usufruir ou garantir numa urgência...esse vai evaporando, agora vivo a urgência!! daqui a uns tempos percebo que agora é a sério, que já não há onde ir buscar...
quando percepcionar que aqueles bens que considero agora essenciais já não são todos essenciais...consigo viver sem eles...

...quando quiser apenas sair de casa, para dar um passeio e ponderar os gastos que isso vai implicar, gasóleo, parques, eventual lanche... e talvez pense ficar por casa, começar a seleccionar apenas um fim-de-semana por mês para dar o tal passeio...passeio dos tristes não sei, mas dos pobres concerteza...
pode parecer exagero, mas não é, contar os trocos já faz parte, e quando a realidade dos preços cada vez mais altos e o ordenado cada vez mais baixo se revela, não há milagres, e existem coisas que deixam de ser possiveis!!

mas a crise é a crise, e com ela vamos ter que viver, terá que ser com espirito de encaixe e de tolerância que temos que viver para não passarmos a ser além de pobres, igualmente pobres de espirito, temos que ser mais criativos, mais contraídos financeiramente mas o humor e o amor não se pagam e ADORO ambos!!:)