sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um dia...

Um dia...gostava de te dizer tudo o que não terei oportunidade de dizer...
Gostava de te dizer que deves sentir mais a minha falta do que eu sinto a tua...
...gostava de te dizer que a energia que me retiraste está a voltar,
que a vida que destruíste está a construir novamente...
que as palavras cruéis com que me brindaste já se desvaneceram,
que os ataques violentos a que me submeteste jamais me venceram,
que os jantares e tudo o que me ofereceste para pagar o que achavas que me mantinha não me mantinham,
que o dinheiro que tinhas e as coisas que adulavas, eram "teres" quando sempre me preocupei com "seres"...
que o passado em que vivias e admiravas, era passado e o presente nunca o viveste,
que o egoísmo e as vinganças que te dominavam nunca me dominaram,
que o amor que senti foi puro e genuíno e que não o mereceste, fui melhor que tu!
que a manipulação com que me usaste e que jogaste não foi suficiente para me ofuscar,
que a tua tentativa de me convencer que eu era uma "merda" não resultou,
que a ajuda que me pedias sempre de forma simulada em desespero, estou a dá-la a quem precisa mesmo,
que a atenção que me acusavas de pedir em demasia, como psicologia invertida para a obteres para ti, tenho-a totalmente dedicada a mim,
que o sorriso que adoravas e que eliminaste do meu rosto tanto tempo voltou,
que o peso dos teus problemas já não o sinto,
que as pequenas contrariedades na tua vida que se transformavam em grandes dramas na nossa vida transformaram-se num alivio tremendo na minha vida.
que o meu frigorífico e dispensa continua a oscilar de 15 em 15 dias com o melhor dos dois mundos, entre vazio e cheio com a minha gestão maravilhosa,
que curiosamente continuo a jantar fora talvez até com mais frequência do que antes em que consideravas que tinha uma vida de luxo,
que quando aceitei as tuas faltas de respeito não estava bem comigo mas agora estou,
que nunca tive a tua ajuda porque nunca precisei dela,

que vivia sozinha contigo, porque nada mudou à excepção de ter mais tempo livre e muito menos problemas,
que aprendi que viver sozinha é algo muito agradável,
que apesar da tua loucura me ter consumido, ludibriado, hipnotizado estou muito lúcida mas ainda assim apreciava fazer terapia para evoluir mais,
que apesar das marcas e cicatrizes que me deixaste continuo genuína e a gostar de pessoas,
que finalmente gosto mais de mim do que tu alguma vez gostaste...
que quem ama cuida,

que sei finalmente que o que sentiste por mim não foi amor, foi posse, foi desejo, foi conquista, foi arrogância, foi desafio, foi essencialmente quereres-me como uma coisa, conquistado por ti, e mostrar ao mundo que eras uma pessoa normal...mas não és, eu sei e tu sabes, provavelmente mais ninguém saberá...

que a tua representação merecia um óscar de cinema, mas eu vivo a realidade e os filmes na minha vida só no cinema ou enroscada na minha mantinha tranquila.

que já não tenho ódio, como diria a Florbela Espanca no meu poema preferido, "Ódio seria em mim saudade infinda, Mágoa de o ter perdido, amor ainda! Ódio por Ele? Não... não vale a pena..."


...e depois da tempestade que por milagre sobrevivi, aprendi coisas tão importantes como deixar fluir e acreditar que o universo tem coisas magnificas que faz acontecer quando é o momento certo!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Ainda não estou preparada para ti...

Ainda não estou preparada para ti...
Tu que me aguardas ansiosamente, que pensas em mim e ainda não me conheces ou talvez conheças e ainda não saibas.
Estou aqui! Tenho procurado, tenho ansiado por te encontrar, tenho subido e descido escadas, muros, montanhas, sempre contigo no horizonte.
Tenho tentado inventar vidas paralelas para me confortar um pouco...
As outras vidas parecem todas melhores, com aquilo que procuro, mas a verdade é que não...são outras vidas apenas, diferentes, marcadas também por muitas escolhas, por muitas dores...
A minha vida dói-me mais porque é a minha, porque sou eu que tenho o papel principal, e por vezes preferia manter-me nos bastidores e a assistir apenas, talvez nos momentos de fraqueza e de cansaço. Mas na nossa vida os bastidores não existem, estamos sempre na ribalta, as luzes apontadas para nós, e isso está certo.
O que está errado é quando não vemos as nossas luzes e nos focamos na luminosidade alheia, e quando pensamos que a luz dos outros é melhor que a nossa, e que sempre que precisarem nós ajudamos a reparar os fusíveis necessários para que a luz dos outros nos encadeie para sempre, e julgamos assim que conseguimos ter também aquela luz para nós, mas essa luz não é nossa, nunca será, só a nossa luz é verdadeiramente nossa, e sem dúvida a melhor, mais vibrante.
Quando saímos do nosso palco, quando abandonamos a nossa luz, ela fica ténue, e deixa de se evidenciar como única que é. 
O sinal que não se extingue, que vive e que não nos abandona, é quando nos acorda e reflecte a clareza no pensamento que sentimos falta dela, da sua energia, da sua autenticidade. 

Vale a pena esperar por ti dizem-me alguns! Sei que ainda estás aí...ás vezes sinto-me pulsar ainda, outras vezes pareço uma morta-viva à espera da marcha fúnebre apenas..tem dias, mas tenho perfeita noção que sou eu própria a minha maior inimiga!
Sempre disse sobre quase tudo não vale a pena, como a minha avó dizia, "- não vale a pena fazer nada para eu comer, - mas gosta do quê? - não vale a pena, - não vale pena, - estou bem - estou bem", não é assim tão importante para mim. Sempre vivi a minimizar as minhas vontades, nada era assim tão importante para me importar! Não era fanática por nada, nada me impressionava assim tanto, nada me chocava muito ou nada, se os outros estiverem bem, eu estou bem. No fundo a minha satisfação advinha da satisfação dos outros. Parece redutor, e é!

Mas continuo sem estar preparada para ti! Não és tu, sou eu! Não é aquela frase típica de romper uma relação, é mesmo verdade, sou EU, finalmente sou eu que digo que Não, uma relação que ainda não começou mas que eu já matei antes de anunciar o seu nascimento! Estou assim, a luz está apagada e já errei tanto às escuras! Tiros no escuro são mesmo tiros no escuro. A sorte é um acaso que quase nunca acontece.

Continuo aqui...sem ti ainda, mas comigo! Pensei que tinha perdido tudo, mas não me perdi a mim!
Estou amolentada, estou massacrada, estou triste, estou acabada como digo muitas vezes, é um facto mas estou viva, é outro facto! Vivi um pesadelo do qual fui cúmplice, vivi porque quis em muitos momentos, alguns fui obrigada a ficar, fui forçada a ficar, fui enjaulada, foi-me retirado o direito de escolha, senti-me tão furiosa...mas tantos outros fiquei por livre espontânea vontade, escolhi o potencial pesadelo a ficar sem parte de mim...

Porque sei que estás aí, também tu a passar uma fase, a fazer um caminho, provavelmente ainda iludido ou a sentir que só podes ser louco por pensar, por suspeitar que eu existo, até confuso, sem saber que me procuras, talvez ainda a viver uma vida que não é a tua...talvez nunca nos encontremos mas sabemos que existimos, e é tão bom saber-te aí à espera...

 




terça-feira, 6 de setembro de 2016

E quando amamos alguém doente?



E quando amamos alguém doente?
Como fazemos? Submeter-nos? Reagimos como?
A doença não precisa de ser física. Mas dói. Não precisa ser temporária, pode ser para sempre!
Não sabemos a cura! Não sabemos até quando! Não sabemos a extensão que ocupa!
Só sabemos que ela existe, está lá. Acompanhamos, sofremos, definhamos em conjunto, mas um definhar diferente. Um definhar angustiante de quem tenta tudo para ajudar e não consegue. De quem se sujeita a tudo mas pouco muda. De quem se coloca em risco de vida porque acredita que o amor pode superar tudo, até uma doença com nome, mas que os leigos desconhecem como se evidencia, como interpretar muitos sinais, e que o doente consegue ocultar muitas vezes, e se reveste numa personagem que precisa criar para a sociedade não o tratar como doente ou … apenas diferente!
Como lidar com o amor e conciliar com a sua raiva, com as suas agressões de tantas as formas, a sua inquietude, angústias, pouca tolerância à frustração, todas as insanidades temporárias em que a transformação ocorre e que o nosso amor desaparece e surge outro individuo que desconhecemos, como tratar esse que é o mesmo mas que não amamos…?
Como ficar ao lado de quem amamos mas não confiamos na sua sanidade?
Como confiar em alguém cujas promessas são apenas palavras para manipular, acreditar e não perder o pequeno elo com a sociedade em que se tenta integrar.
Como perdoar depois? Como viver com as marcas, as memórias do mal que se aceitou, das imagens que se prendem como lapas a cada passo que damos, sabendo o quão foi real e não um pesadelo que nunca seria expectável com tamanho amor.
Como viver depois sem esse amor? Como olhar para todos e não sentir a dor por amar ainda e ter que abdicar porque faz mal? Porque amar quem nos faz mal e faz mesmo mal. Amar tanto torna-nos também doentes? Sou doente por amar alguém louco, insano?
Como fugir e encarar o futuro, livre mas presa à angústia da perda?

Fugi da morte certa, e encontrei uma morte dentro de mim…se posso ainda assim respirar, sim posso, a vida continua, respira-se todos os dias, sente-se o alívio de sentir ainda o ar, mas a angústia da incompletude, do membro que nos falta. Sim, vivemos sem um membro, ou vários membros, ou quase sem nada, aliás sobrevivemos no pior dos cenários … e foi isso que fiz de uma forma e que farei de outra, a diferença é que desta vez a probabilidade de continuar a respirar é possível!

Se penso que um dia destes esta história será apenas uma história triste, um capitulo triste da minha existência, uma aprendizagem, um caminho que tive que fazer? 
Acho que não, acho que nunca pensarei assim, penso que sempre verei isto como algo que lutei, que quis tanto, que fui até onde já não podia mais e que falhei, que fiz um caminho lamentável, que vivi o que não deveria sequer ter espreitado, que me consumi, desgastei porque não fui forte o suficiente, porque fiquei cega, porque fiquei burra, porque fiquei irracional, doente e porque essencialmente me desvalorizei, e desvalorizei a vida e me contentei com migalhas de pão duro e bolorento. Tornei-me sua, uma coisa que lhe pertencia, era dele como me dizia, como se tal fosse possível alguém possuir alguém, mas a verdade é que conseguiu que eu fosse totalmente dele, depois de abandonar amigos, de me isolar e de me dedicar exclusivamente à sua causa ficou muito pouco espaço para tudo o resto. 
Habituei-me a ter pouco, a não contar com ninguém, a procurar e a desenvencilhar-me de tudo, de achar que tudo é possível com esforço e dedicação, que nenhum desafio é impossível, existe sempre uma forma de tentar pelo menos ultrapassar, de passar mais um dia...
Qual a lição a tirar daqui, que é melhor não lutar demais? Que tudo o que nos exige mais do que devemos dar não devemos dar? Quando é que constatamos que estamos a dar mais do que podemos? Quando já demos? Quando já passamos a linha do razoável, quando já não é confortável. Como parar de dar? Como ver novamente por baixo da cegueira do novo mundo que criamos à margem do normal, com a nossa nova normalidade, o que é aceitável tem novos rumos, novas regras…e deixamos de saber o que é normal…
Vivi uma vida que não era minha, vivia tanto os seus problemas que os absorvi por osmose de partilha de vida, não deveria? Os problemas de quem gostamos não são nossos? 
Não, de facto não são, mas como pessoa que sou não conseguia ignorar, não conseguia ficar indiferente, não ajudar, não opinar, não sofrer. 
Porque ajudar quem não quer ser ajudado? Porque sofrer com um sofrimento que se quer manter, que não se sabe lidar, e que por convicção não se reconhece…?
Serei eu louca por tentar ser normal com alguém longe da normalidade? 
Vi um vídeo, há algum tempo atrás que me marcou, de um doente que cantava para o seu amor, amava-a loucamente, ela amava-o loucamente, e era mesmo isto loucamente, até que os dramas surgiram, as loucuras aumentaram, ela não era louca, e vivia ali a tentar adaptar-se na loucura, e não resistiu, tentou, tentou, não resistiu não se poderia anular para sempre em prol do outro, e ele chorou, chorou sentindo-se genuinamente triste e abandonado, o seu amor foi embora...
E é isto, fui embora também, ninguém consegue viver a loucura do outro quando se é sã.
Ficou o vazio de tanto sofrimento a que me habituara, de tanto tempo que lhe dedicava, de tanto esquecimento de mim mesma, agora a ansiedade consome-me por não saber o que fazer ao tempo...o que fazer a mim mesma, o que sinto? Como escapar de mim mesma... 
O tempo.. agarro-me a ele como uma bóia de salvação, meu pior inimigo e maior amigo. 
Parece que se arrasta lentamente como se tivesse prazer em me magoar, em me fazer sentir que dói, que não tenho para onde me virar, que tenho que me concentrar em mim, que eu existo, que preciso de me localizar e me encontrar novamente.

Normalmente para mim estava tudo bem, só tinha que me concentrar nos problemas dos outros, resolver, acompanhar, tratar, comigo não havia problema nenhum, estava tudo arrumadinho, estava tudo numa secção qualquer empoeirada porque era pouco interessante para remexer. E agora? Tenho que limpar o pó? Como fazer isso? Não quero...não sei como o fazer...só queria no fundo hibernar e acordar depois da poeira assentar definitivamente!
Sinto no entanto que sou capaz de enfrentar o mundo, lutar, desafiar, viver intensamente, mas de forma incoerente faz-me falta, já não consigo é concretizar do que sinto falta. Será da luta? Do desafio, da adrenalina de existir sempre qualquer problema, qualquer contrariedade, que me fizesse posicionar no formato de ajudar, de garantir uma solução, de equacionar, de activar neurónios para contornar e conseguir ultrapassar.
Será a minha vida um tal tédio que me faça querer viver a vida dos outros para sentir, será que sou insuficiente para me satisfazer a mim própria? Acho que respondo às minhas questões com as mesmas. Custa ler/ouvir-me expressar estas dúvidas, custa-me sentir que esta será a verdade, e ainda me custa mais saber que não sei o caminho para alterar isso, e que o meu destino será procurar problemas para resolver, como quem gosta de resolver quebra-cabeças!

Não existe página de resolução para estes exercícios, e os que falhamos têm efectivamente consequências, não só para mim mas para quem me rodeia também, e pior para quem eu gosto muito e por quem daria a vida e que ainda assim promovi a sua insegurança.
Não consigo perdoar-me, sinto revolta comigo mesma, e queria apenas conseguir não sentir nada, conseguir viver sem viver apenas estar, sentir indiferença viver sem furor, sem calor e ausente mas presente apenas para aquilo que precisamos fazer...mas sei que isso não é compatível com a minha forma de ser...que sinto esta vontade sempre de fazer a diferença de mudar o mundo, de fazer mostrar que tudo é possível...porquê? para quê? Não consigo sequer entender-me...e com isto tudo bati no poço, aquele poço que já conheci e que jurei não voltar...
Mais uma vez...
 
 




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Escrever apenas...

Sinto como se fosse a 1ª vez, que escrevo...se fosse manuscrito olhava para o papel longamente sem saber bem por onde começar...e aqui, estou na mesma, vejo as letras a surgirem sem grande efusão e sem ter uma ideia precisa do que escrever...
Senti saudades, saudades de escrever, de dizer coisas, de as ver escritas, de as ler e reler, e sentir o que senti quando as escrevi, julgo que esta paixão pela escrita advém daí, cada palavra é escrita com um pensamento, e esse pensamento fica aqui perpétuamente preso em cada palavra, que a memória não nos permite guardar tudo...no limite guarda os momentos mais dolorosos e os mais felizes,os mais recentes...infelizmente julgo que é no 1º registo que vivenciamos mais o sentimento.
Reparei que foi há um ano atrás a última vez que escrevi algo, e parecia mais alegre o registo do que este que hoje escrevo, ou menos penoso, não sei, apenas não me sinto efusiva, ou com vontade de escrever coisas alegres, também o meu registo de escrita não é propriamente um registo assim alegre, sempre escrevi mais e mais sentido, quando não estava propriamente muito feliz, por isso talvez esta vontade ou necessidade de escrever, enfim, também não me apetece uma escrita deprimente...quero apenas escrever, deixar fluir e não pensar de mais...como se isso fosse possível comigo,ahaha! Afinal ainda deu para um sorriso...
Pois é há vida ainda por aqui, e mesmo que a energia não seja grande, há sempre aquele meu espirito que nunca morre, e que adoro, de rir, sentir, viver apenas, as coisas são simples e os momentos devem ser vividos sempre com essa vontade de os aproveitar...

Por hoje fico por aqui, foi bom, sentir a escrita...


sábado, 7 de julho de 2012

Hello!

Cá estou eu...esta foto foi especialmente escolhida pelo Afonso...que me diz, "ooooh é tão fofinho"!!

Não sou muito de "animalada", mas pelo meu Afonsinho, eis que ponho aqui a sua foto eleita, e sou levada a concordar que tem alguma piada!! :)



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Just that!

Melhor do que pensar no passado, é pensar no futuro, e acho que ele pode ser maravilhoso quando queremos e acreditamos ser capazes!! 

nota: detesto estas coisas em "brasileiro" mas gosto da mensagem, apreciem!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

impotente...

Sinto-me impotente, e obcecada...algo que veio a crescer e não consigo controlar, esta vontade de comer doces, é imparável...
Recuso-me a ceder, mas não consigo resistir, parece algo mais forte que eu, não consigo contrariar esta tendência que parece ter tomado uma posição mais forte que eu...
tem sido uma luta em que o peso e o apetite ganham claramente pontos...
e eu sinto-me cada vez mais incapaz...o alento que me dá saborear os doces torna-se possessivo e controla-me a mente, de tal forma que só penso nisso quando vislumbro a possibilidade de tal acontecer OMG!!
Como fazer para voltar ao registo que tinha antigamente, isto acontecia uma vez por mês se tanto e era perfeitamente aceitável, agora cada dia parece uma guerra, um inferno de tortura, e quanto mais penso nisso mais difícil é contrariar!! e todos os dias de manhã, naqueles que resisti, parece que agradeço internamente a não ter cometido loucuras na noite anterior.

...a noite assoma-se como o maior desafio a ultrapassar, se for ultrapassado pode significar um conjunto de calorias a menos porém os resultado de evitar estas derrapagens parece não se verificar...deviam ser visíveis mais rapidamente para a motivação continuar e não cair em tentações...como fazer isto bem?? enfim, estou quase a desesperar, se tivesse pelo menos financeiramente possibilidades tentava outras abordagens mas além de pobre agora gorda, está a dar cabo de mim!!! para não falar de um trabalho que não considero suficientemente motivante para me conseguir abstrair desta temática...

Desculpem o desabafo mas as minhas amigas mais próximas e o meu querido já não me podem ouvir com esta conversa, resolvi desabafar noutros meandros... e dicas please!!

sábado, 26 de novembro de 2011

chega?

Quantas vezes chegamos na vida àquele ponto, em que consideramos que chegamos ao ponto em que nos podem fazer a pergunta: If two people love each other, but they just can't seem to get it together, when do you get to that point of enough is enough?


pensamos normalmente é nessa fase que se dá o ponto de viragem, quando dizemos "não isto é demais para mim", isto não é bom, deixa-me desconfortável, põe tanta coisa em causa, sinto-me a corromper o que acredito, o que defendo...

mas e quando, ficas? quando não consegues partir?

porquê? porque é que acontece?


acho que descobri...quando sentes que não queres, não consegues desistir, quando há algo mais forte do que tudo isso...quando acreditas que muitas coisas que não suportavas eram pouco importantes, quando vês as coisas sobre outro olhar e pensas que pequenez!!! porque lutei ou achei que isto eram pontos verdadeiramente chave, verdadeiramente importantes para entrar numa guerra, para não ceder...sim existem uns quantos, que tenciono morrer se necessário por eles, mas existem tantos outros que conclui serem tão pouco relevantes e ainda assim despoletaram tantas discussões tantos percursos deveras desnecessários...


mas mais que isso tudo, o que importa, é o que me fez ver isso, algo maior que nunca tinha experimentado, que nunca tinha pensado vir a sentir, algo que não consigo explicar, algo que não tem de facto um motor racional, mas que gere realmente as emoções e nos faz rever e questionar tudo... e por isso a minha resposta à pergunta será NEVER!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Coma!!!

Saí de coma...

sinto que estive em coma e acordei...foram dias bons de sonhos bons, e dias maus de igual intensidade, mas pareceu-me uma roda viva de sensações e viagens alucinantes em que vivia num mundo paralelo...agora parece que voltei ao mundo real...com o que isso tem de bom e tem de mau!!!

sinto que a ilusão terminou, sinto que regressei ao meu estado mais natural, com a vantagem de que aprendi muito nesta viagem...

o que sinto? depois deste turbilhão?? sinto que foi bom e mau, mas que vivi algo em que não me enquadro, tentei mudar muita coisa, e fui contra a minha verdadeira natureza....não vale a pena contrariarmos o que somos, jamais!! será sempre um tiro no pé!!!

essa viagem entorpecida mudou-me, definitivamente mudou-me tornou-me indiferente a tanta coisa...se me perguntam se é bom??mau??, tem sempre as duas faces, enquanto antes tinha pudores e preconceitos a perder de vista, tudo me incomodava e assustava, agora pouco ou nada me incomoda nem considero nada realmente chocante, perspectivas de facto opostas, pelo que me causam alguma angústia, porque não o meio termo??

Consigo e quero posicionar-me em termos de comportamento no correcto, no que acredito ser a minha zona de conforto, não consigo posicionar-me nas extremidades, porém não me chocam nem que me causam qualquer constrangimento, para os outros esta postura é assustadora, para mim, é apenas...indiferente!!

Terei perdido neste coma, o interesse?? por quase tudo?? sinto-me um pouco desinteressada, sem algo que me faça vibrar de paixão...(à excepção claro do meu homem...que me dá o alento que nada mais me transmite).
entorpecida nesta busca por algo que me motive que me faça correr por...sinto essa lacuna desde que perdi o trabalho que me dava essa motivação, onde gastava as minhas energias mais profundas, indo mais longe na iniciativa, pro-actividade, criatividade, e essa vertente que adoro deixou de existir e não sei onde posso voltar a descarregar esta energia esta necessidade de fazer mais....sem esse foco, sinto que às vezes aplico a energia onde não devo...onde não é necessária e que por vezes tem consequências de intensidades excessivas...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

vida nova

É tempo de dizer que quando queremos muito, muito, quando não nos contentamos com migalhas, quando achamos que merecemos mais, e quando arriscamos, quando tentamos, dia após dia, fracasso após fracasso, quando perdemos a fé e quando aquilo que mais tememos nos aflora, e tememos mais uma dor, é caso para dizer que o esforço compensa e que vale sempre a pena almejar mais, vale sempre a pena sonhar porque um dia vamos encontrar o que procuramos, e quando esse dia chegar sabemos que encontramos e que é ali que queremos estar e ficar sempre sem questionar...sem percebermos bem o que mudou onde está o cerne da questão, mas simplesmente sentimos!!! e sabe bem, não questionar, não procurar o que está errado, sentir apenas!!


Estou feliz, em encontrar e ser encontrada!! mais vale tarde do que nunca!!


Mas ainda assim, a vida é tramada, dá-nos algo e tira-nos algo em troca, sempre vi isso acontecer, na minha vida, na vida de outros, e sempre temi que fosse algo muito mais grave do que me aconteceu, mas apesar de não ser grave como seria se fosse a saúde, perdi a segurança, conforto que sentia no trabalho mas ganhei na vida pessoal tanto, que claramente esta minha nova vida ficou a ganhar!!! mas continuo a ter que comer, continuo ambiciosa, e continuo a desejar o brilho e o conforto da vida profissional, será mais uma batalha que terei que travar, mas se não for o óptimo, hoje em dia já me satisfaço com o bom nesse campo, porque nunca mais abdico do óptimo que tenho na minha vida nova que gosto tanto!!



Tanto é, que a ausência aqui se tem sentido, mas não me esqueci destes momentos, dos prazeres da escrita e de partilha, adoro, e ontem apeteceu-me, ficou a vontade que adiei por falta de tempo mas que hoje veio à tona e cá estou...espectaculaaaaaareee!!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

estou aqui....

oh se estou aqui !!! de fugida apenas, a querer estar e ficar a divagar mas com o tempo contado, tenho pouco tempo para tudo e para tanto que queria fazer...não dá não estica!!!
mas queria vir aqui divertir-me um pouco, o trabalho não tem sido fácil e tenho hoje em dia um discurso um pouco menos relaxado, mais preocupado, enfim a vida real!!! queria tanto andar mais descontraída, menos preocupada mais eufórica e poder conviver mais tempo com os amigos, a dizer parvoíces e a divertir-me à brava...ando sob streeeessssss!!
enfim, melhores dias virão e os poucos que conseguir vou gozaaaaaaaaaaarrrrrrrr muito!!!!

domingo, 1 de maio de 2011

despedi-me...



...despedi-me do passado bom e do menos bom, despi-me de preconceitos e de pudores e vivi o que havia para viver, tinha um percurso a percorrer e percorri-o sabia dos riscos, sabia das desventuras, sabia o que ia perder e o que ia ganhar, mas sentia também que o tinha que fazer, era uma luta sem vencedores, para mim uma batalha perdida, mas que tinha que ser travada e sem tréguas, iniciei a incursão mesmo não querendo, no fundo não a queria, sentia-a latente mas evitei-a tanto, um dia...pensava, um dia talvez, se desvaneça se a ignorar, mas ela interpôs-se no meu caminho sem me deixar prosseguir sem a confrontar, e eis que me propus a defrontá-la, a expô-la, e com muito medo mesmo iniciei o processo de descontrução, de ideias pré-concebidas, de imagens, de tabus, de receios...procurei nos confins, fui ao fundo de túnel encontrar tudo o que me assustava, tudo o que me provocava arrepios, e não queria ver, ouvir, pronunciar, e foi assim, que vi, claramente que tudo tem motivo, tudo tem explicação, que tudo tem um sentido, e que quanto mais fugimos, quanto mais tentamos evitar, temos sempre um dia que confrontar, e nunca vai ser bonito, provoca ansiedade, provoca pavor, e descontruimo-nos e construimo-nos de forma tão avassaladora, e tão radical que nos assusta ainda mais, porque pomos em causa tudo o que somos, ou o que pensamos que somos, e vamos aos pontos chave e exploramos cada um deles até à exaustão...sentimos o mundo desabar a ganhar outra forma, a perder a forma que lhe conheciamos, e sem sabermos o que fomos deixamos de ser, porque este percurso muda-nos, este percurso torna-nos diferentes, torna-nos alguém que porventura viveu uma epifania sem estar a morrer fisicamente...a morte ocorreu mas foi a outra, a morte da cegueira, a morte dos sentidos que não sentiam que não existiam verdadeiramente em actividade...assim foi, porém apesar de ter era clarividência, perdemos a ingenuidade, perdemos a inocência das percepções, perdemos o que existia de mais recatado, perdemos a noção do mistério, tudo foi revelado, e os pudores que desapareceram e preconceitos deram lugar à indiferença, e permearam um mundo de mais sensações do que emoções.


Existia aqui um ponto sem retorno, e felizmente não o passei, felizmente consegui encontrar o que procurava e parar...se fez feridos? sim fez, feridas sem cicatriz que existem e nunca sararão, porque nunca conseguimos mudar o passado, o que foi feito, feito está...por mais que o queiramos apagar, esquecer...não é possivel, a solução é conviver com ele, como convivemos com a morte de um ente querido, está sempre presente e por vezes é completamente alucinante a dor que nos provoca, porém com o tempo a sua presença sente-se mas consegue ser menos dolorosa, mas nunca, nunca desaparece...é um fantasma que impera nas nossas vidas em que por segundos nos pode levar para outro patamar de dor indescritível...a memória tem tanto de bom como de mau, se nos recorda, por imagens, sentidos, momentos inesquecíveis, também nos premeia com as recordações dos dissabores mais dolorosos que nos assaltaram ao longo da vida...


Hoje, vejo todo este percurso com o fim, que aspirava, porém a angustia recai no facto de o ter passado, porque gostaria de ter apenas o resultado sem o percurso...gostava de o ter feito como as pessoas ditas normais, mas não foi assim, como tudo na minha vida teve que ser à bruta sem aviso prévio, preparação, ou informação adicional...


Hoje estou onde quero, e luto para que o percurso não destrua o que sinto, o que consegui com tanto esforço, é injusto que para estar onde estou tenha que ter feito um percurso destrutivo, mas foi a minha maneira de conseguir chegar ao meu destino...o que mais temo é que essa destruição tenha sido massiva...e que me faça vitima de mim própria...


Julguei ser impossivel, encontrar a luz, acreditei muito no inicio que me traria algo, que deixaria de ofuscar com a claridade mas ao longo dos tempos com o infortúnio das descobertas, com a indiferença a aflorar que seria dificil chegar a algum lugar viável, pois todos os caminhos davam a um beco sem saida e voltava para o labirinto incerto, querendo sempre acreditar que existia uma saida com sentido unico e apenas meu...e encontrei-o é meu, e só eu o sei de cor...e quero estar lá sempre e não quero desvios nem percursos alternativos, quero este para sempre porque sinto-me bem, sinto que cheguei finalmente a casa...onde quero estar!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

a crise é a crise...

Falamos que é tempo de crise, que cada vez está pior, cada vez estamos mais pobres, mas poucas alterações de facto fazemos na nossa rotina que nos assome como efectiva...

...que a sinto mais do que nunca, sinto mesmo, porque apesar de na rotina não a vislumbrar tão nítida, sei que ainda a vou sentir mais, quando chegar o dia em que vou ver que já não tenho mais aquele conforto do porquinho mealheiro, onde guardava o pouco que sobrava para mais tarde poder usufruir ou garantir numa urgência...esse vai evaporando, agora vivo a urgência!! daqui a uns tempos percebo que agora é a sério, que já não há onde ir buscar...
quando percepcionar que aqueles bens que considero agora essenciais já não são todos essenciais...consigo viver sem eles...

...quando quiser apenas sair de casa, para dar um passeio e ponderar os gastos que isso vai implicar, gasóleo, parques, eventual lanche... e talvez pense ficar por casa, começar a seleccionar apenas um fim-de-semana por mês para dar o tal passeio...passeio dos tristes não sei, mas dos pobres concerteza...
pode parecer exagero, mas não é, contar os trocos já faz parte, e quando a realidade dos preços cada vez mais altos e o ordenado cada vez mais baixo se revela, não há milagres, e existem coisas que deixam de ser possiveis!!

mas a crise é a crise, e com ela vamos ter que viver, terá que ser com espirito de encaixe e de tolerância que temos que viver para não passarmos a ser além de pobres, igualmente pobres de espirito, temos que ser mais criativos, mais contraídos financeiramente mas o humor e o amor não se pagam e ADORO ambos!!:)

quarta-feira, 16 de março de 2011

balanço...

...quando quase perdemos tudo
...quando sentimos o nosso mundo desabar
....quando vemos que tudo o que acreditámos tem outra feição
...quando vislumbramos que tudo é mutável e que a nossa razão faz tanto sentido como outras razões
...as bases estremecem, o frio percorre o estômago e uma avalanche de sensações novas invadem-nos...que das duas uma ou nos destrói ou nos torna mais fortes...
...o caminho a palmilhar não aflora como fácil, mas tento ver as oportunidades da mudança, tento ter uma atitude optimista e libertar-me também das amarras dos preconceitos e viver a vida com uma abertura nunca antes encontrada...
....revelador no minimo...para não dizer assustador...
...entram pessoas novas na minha vida, escancaro a porta e deixo entrar...sem medos, porque todos o temos e vejo nelas o mesmo que vejo em mim...todas elas me fizeram aprender, conhecer mais, de mim, dos outros, da vida...sinto sempre que surgiram na minha vida e a preencheram mais...preencheram aquele espaço em branco que faltava desenhar, escrever...uma lacuna existente...e vieram sempre deixar algo muito especial, único que apenas eu consegui vislumbrar...e retirar partido, um pouco de cada um...fiquei sempre mais rica!!
...porém, ainda que de tanto positivo os acontecimentos sucedem-se com a mesma cadência, com o mesmo resultado...parecem ocorrer repetitivamente as mesmas situações os mesmos cenários..
...parece que a minha vida recai numa espécie de tentativa erro, e isso deixava-me angustiada, porque oscilava entre o vibrar e agonizar de desilusão...
e depois de muito oscilar, de muito vibrar, levantar e cair...
...veio a convicção de parar, olhar, e ouvir, sentir e até de desistir um pouco desta ansiedade de tudo...de muito...talvez de mais...
...assim a esperança de encontrar..quando aparentemente desistimos de procurar, eis que surge mesmo ao nosso lado a peça do puzzle que teimamos não encaixar, a carta que por ser favorita achamos que não podemos usar de qualquer maneira...

e assim como por magia, ela se apresenta como o ÀS que nos premeia com os momentos mais intensos e mais genuinos que julgava serem apenas fruto da imaginação, ou um sonho bonito que ambicionava mas pouco viável de concretização...

...e vivo agora com a sensação de um mar calmo e sereno que me retribui o que mais queria...e não quero sair daqui, não quero oscilar não quero transbordar, quero manter-me à tona e saborear tudo o que me oferece e retribuir sempre da mesma forma...o balanço não me enjoa e dá-me apenas uma sensação boa de embalo...


quinta-feira, 10 de março de 2011

tantos...

Esforço-me tanto, tento tanto, arrisco tanto, quero tanto, sou feita de tantos, de quereres muitos, de necessitar tanto...demasiado, que acho que me perco nesta procura, nesta ansiedade de procurar o que não devo, devemos apenas de encontrar o que quer ser encontrado...tanta teoria, tanta conversa...

...falo tanto, escrevo tanto, exploro tanto, e encadeio-me em palavras, em extrapolações em teorias, crenças, ideias e tantos pensamentos aparentemente sólidos, e construidos sob ideias e experiências tão fieis a uma realidade que vivi, que vejo, que analiso com detalhe, que julgo ser possuidora de uma verdade deveras inabalável...

com a sede de analisar e explorar tudo vou conhecendo pessoas e mais pessoas, aprendendo com elas, com as suas experiências, atitudes, comportamentos, até me doer a alma e os pensamentos, com tanta informação para processar, digerir, estruturar, tanta tanta informação, que se une, que estabelece elos com as minhas ideias, com o que acredito, com as minhas opiniões...

e depois tem dias destes, que penso, afinal só sei que nada sei, e esta vida troca-nos tanto as voltas, apresenta-nos tantos cenários, escolhemos ir por ali e não por acolá...e as escolhas ditam o passo seguinte, o futuro, e esse apresenta-se incerto e completamente mutável, e sem sabermos para onde vamos, sabemos de onde viemos...e prosseguimos caminho apenas, com a bagagem que temos, cada vez mais pesada, arrastamo-nos miraculosamente como por milagre para a aventura do desconhecido...ora vibrando ora suando, ora rindo ora chorando...e esta intensidade tem tanto de bom...como tanto de mau...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

estou assim...

Que raiva, detesto acordar com este humor insuportável, em que parece que o mundo me ofendeu, em que parece que nada que vá acontecer neste dia o fará melhor, aliás sempre com a sensação que ainda poderá piorar...
...uma sensação de frustração por condicionamentos, por não poder prever o que acontece no dia seguinte, o que poderei esperar, vislumbres de dias dificeis, eu sei lá... é nestes dias que me apetecia um acelerador de tempo, para que passe rapidamente e não me massacre mais tempo, que a mente não esteja ocupada por pensamentos pouco optimistas e pouco viáveis para prosseguir saudavelmente sem fazer estragos...sim nestes dias o melhor é não puxarem por mim, porque sai o que quero e o que não quero dizer...doa a quem doer!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

labuta...

Esta vida é uma "labuta" esta expressão ainda que ancestral, define bem, a azáfama com que nos deparamos diáriamente, e se gostamos de nos imbuir em actividades que nos fazem vibrar, que nos dão prazer, existe um conjunto infindável de coisas que temos que fazer, que além de rotineiras, não apetece mesmo...a casa, limpar...oh my god!! tarefa que ando a adiar...e o monte everest de roupa para passar...lavar...ai a falta que me faz a empregada...tenho tantas saudades de chegar a casa e sem eu ter tocado em nada existir um ar limpo, um cheiro a limpeza que não tenha passado pelas minhas mãos...

é amanhã!!! vai ter que ser...além disso a limpeza ainda tem outra questão que me incomoda, é que quando limpo ando a pensar em simultâneo...sempre a "labutar" com os pensamentos, e isso nunca é muito bom! a malta não deve pensar muito!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

estou viva!!!


....que saudades deste meu canto, mas estou viva e de saúde, mas isto do tempo e das prioridades tem que se lhe diga, sonho com isto, sonho com a imensidão de assuntos que tenho para me debruçar para escrever, soltar a língua, mas depois esvaiem-se no pouco tempo que disponho para descontrair e dar asas à imaginação, divagação e explanações a perder de vista...


...mas mais que escrever sobre as coisas e a vida, gosto de as viveeeeeeer, daí as prioridades, a intensidade do que falo, porque gosto essencialmente de viver a vida com tudo a que tenho direito... o hoje para mim é o presente, o agora, se podemos aproveitar e tirar partido daquilo que tem de melhor, porque deixar para logo, amanhã, logo ou amanhã poderá não existir, poderá ser tarde e o agora é tão bom, e amanhã posso falar de hoje com todo o esplendor de tudo o que melhor teve sabendo que não o evitei, que não o estrapolei, que não fugi...fiquei, explorei e gozei, não deixei nada por fazer...


Há quem diga, que quero tudo, que vivo intensamente de mais, mas o que é demais? é tirar partido do que a vida nos proporciona? então de facto is too much, mas it's me!! and I like that!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

coincidências...

...há coisas e mistérios dificeis de entender, as coincidências intrigam-me, nas infimas probabilidades de acontecerem em conluio vários acontecimentos, na hora certa no local exacto... às vezes dão-se, mas porquê?
ficamos sempre com a ideia que é algo que tinha que acontecer (tendências religiosas e afins), ou que estava destinado (filosofia determinista ou fatalista), ou que existe um motivo algo isotérico para que se tivessem sucedido, mas será?

duvido destas questões sobrenaturais ou pouco explicáveis racionalmente vs cientificamente, mas o certo é que acontecem, e quando acontecem não consigo evitar de pensar, será que devo considerar isto como uma mensagem?? mensagem do quê?? não faço ideia, mas as coincidências são de tanto inesperadas, são quase uma dádiva, ou por outro lado um descalabro, na maioria das vezes dá uma sensação óptima, de lufada de ar fresco, de contentamento por se darem situações inesperadas (claro que quando positivas), mas são de facto alvo de reflexão para todos, não conseguimos evitar a vê-las como algo estranho e que nos motiva a crenças menos racionais, ou que nos faz pensar em algo superior a nós que controla o nosso destino...e que estas coincidências servem apenas para nos provar isso, alertar que nós não controlamos nada...que eventualmente o nosso destino está traçado...

recuso-me a tal pensamento porque sei e sinto que cada acção, cada comportamento que tenho, gera outra acção ou comportamento, portanto existir algo que controle o meu destino...no way, I'm the owner of my destiny...